Como tratar a incontinência urinária


Medicamentos, cirurgia e fisioterapia são as opções disponíveis para acabar com o problema

Ela é uma das doenças do trato urinário que mais atingem a população. Para se ter uma ideia, uma recente pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) revelou que cerca de 10 milhões de brasileiros sofrem com a incontinência urinária. A temida perda involuntária da urina acontece com o enfraquecimento dos músculos da pelve e da bexiga e é desencadeada por múltiplos fatores, como o envelhecimento natural, parto nas mulheres, infecção urinária, e problemas na próstata.

De acordo com Guilherme Maia, urologista do Hospital Santa Joana Recife, a incontinência urinária é mais comum a partir dos 50 anos, mas pode acometer pessoas mais jovens, sendo decorrente de doenças, acidentes ou cirurgias. “Os dois tipos mais prevalentes são a incontinência de esforço, em que o paciente perde xixi após tossir, espirrar, correr ou pular, e a bexiga hiperativa, em que o desejo de urinar não permite a chegada ao banheiro”, explica.

O tratamento adequado vai depender das suas causas. Para descobrir, o médico pode solicitar uma série de exames, como o de urina, Medida do resíduo miccional, ultrassom, cistoscopia, teste de esforço e, por último, o exame urodinâmico. “Esse teste avalia as funções da bexiga e estuda sua sensibilidade, capacidade de armazenamento de urina e a eficiência com que ela se esvazia”, afirma Guilherme. A partir do diagnóstico é possível definir se o tratamento deve ser feito através de medicamentos, cirurgia ou fisioterapia. “A cirurgia mais comum, chamada de sling, é um procedimento bem rápido, ambulatorial, que vai resolver a incontinência de esforço. Já a fisioterapia do assoalho pélvico é indicada para reforçar a musculatura da pelve, o que vai possibilitar maior retenção do xixi”, afirma o urologista.

Ainda segundo o médico, a pessoa que apresentar algum sintoma deve procurar rapidamente um profissional para tratar o problema desde o início e evitar possíveis impactos na sua vida social. “A doença pode afetar o bem estar emocional e psicológico do paciente, já que muitos deixam de realizar atividades cotidianas por receio de ficar muito tempo sem ir ao banheiro”, pontua Maia. Para evitar a incontinência, o segredo é manter uma rotina equilibrada praticando atividades físicas e ir ao seu médico assim que houver qualquer mudança no padrão urinário.


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