Câncer violento de Marcelo Rezende afeta 2 órgãos vitais: entenda caso do apresentador


O apresentador do programa “Cidade Alerta” Marcelo Rezende está internado no hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, para tratar um tumor agressivo. Em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da Rede Record, deste domingo (14), o apresentador de 65 anos revelou que está com câncer no fígado e no pâncreas, dois órgãos vitais.

Desde a notícia, Rezende vem recebendo mensagens de apoio e força de amigos e colegas.

Marcelo Rezende está com câncer

O apresentador foi internado na última segunda-feira (8) para dar início às sessões de quimioterapia. Na reportagem exibida pela Record, Rezende aparentou serenidade e disse estar pronto para lutar e vencer a doença. “O homem que tem fé não tem medo, porque ele sabe que vai vencer”, declara.

Como ele descobriu?

De acordo com o apresentador, os sintomas começaram a surgir há pouco mais de um mês. O primeiro foi cansaço ao acordar e o segundo foi a aversão a uma bebida que ele adora, o vinho, e a falta de apetite. “Eu fui abrir um vinho para tomar uma taça. Quando eu olhei o vinho, não quis, nem abri. Eu tomei um susto”, relembra

Na semana seguinte, Marcelo foi submetido a uma bateria de exames. “O médico disse: ‘Eu não tenho uma boa notícia para você’. Deu que eu tinha um tumor no pâncreas que irradiou para o fígado”, comenta.

Agora com o tratamento já iniciado, o apresentador diz que a quimioterapia não é uma preocupação. “A minha preocupação é estar firme até vencer esta etapa”, afirma.

Câncer de pâncreas com metástase no fígado

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O pâncreas age no processo digestivo e possui a função de produzir hormônios importantes, como a insulina. Já o fígado é responsável por metabolizar grande parte dos alimentos que ingerimos e processar remédios e hormônios.

O cirurgião oncologista Felipe Coimbra, diretor do departamento de cirurgia abdominal do A.C Camargo Câncer Center, afirma que o câncer de pâncreas é mais comum em homens, muito mais frequente em pessoas idosas e tem o tabagismo como um dos seus principais fatores causadores.

“Este câncer afeta pessoas com 60, 70 anos com muito mais frequência e o tabagismo é um fator de risco. Fumantes têm até 3 vezes mais chances de ter câncer no pâncreas”, explica o especialista.

Outro problema é que as chances de metástase na fase inicial são grandes, e o fígado é um dos principais órgãos afetados. “O fígado funciona como filtro do sangue que vem do abdômen, então é comum uma célula cancerígena ir de um órgão ao outro”, comenta o oncologista.

Sintomas

Na fase inicial, são poucos os sintomas, o que dificulta o diagnóstico da doença. “Pode haver alguma alteração na glicose. Se for um tumor um pouco maior, podem acontecer dores abdominais e nas costas. Quando o tumor surge na cabeça do pâncreas, pode acontecer também de a pessoa ficar amarelada. São sintomas que são confundidos com outras doenças facilmente”, explica Coimbra ao afirmar que esta fase também pode ser assintomática.

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Perda de apetite, fadiga, náusea, mudanças no intestino, fraqueza e emagrecimento também são sintomas decorrentes de tumores abdominais, inclusive de tumores do pâncreas.

Além disso, obesidade e diabetes também podem ser sintomas, mas, principalmente, consequências da doença, já que podem surgir em consequência do mau funcionamento do pâncreas.

Caso a pessoa sinta algumas destas alterações, deve procurar um médico para que ele faça uma avaliação e, se necessário, a encaminhe a um especialista.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito com exames de sangue, de imagem, como tomografia e ressonância magnética, e também com um exame chamado ecoendoscopia.

Com os resultados em mãos, o médico faz uma avaliação dos órgãos abdominais e indica, se necessária, uma biópsia.

Tratamento

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“O tratamento depende muito do estagiamento da doença, que é a fase em que ela está. Se já aconteceu uma metástase ou são grandes os riscos de metástase, o mais indicado é a quimioterapia. A radioterapia e a cirurgia são mais indicados para um tratamento localizado”, explica Coimbra.

Contudo, em alguns casos, é necessário um tratamento combinado. Ou seja, o paciente inicia fazendo a quimioterapia para depois fazer uma cirurgia. “O tratamento precisa ser constantemente reavaliado para observar a resposta do paciente. As chances de cura dependem da resposta de cada um ao tratamento”, comenta o oncologista do A.C Camargo.

Câncer no pâncreas tem cura?

Coimbra explica que o tipo mais comum de câncer no pâncreas é o adenocarcinoma e que as chances de cura são de 20% a 30%. Quando o tumor é neuroendócrino, a chance de controle a longo prazo é maior.

Por ser de difícil detecção, o câncer de pâncreas apresenta taxa de mortalidade alta. “Quando ocorre metástase, a sobrevida é de 5 anos na média. Mas não é possível estipular isso no início do tratamento porque depende muito da forma como o paciente reage ao tratamento. Existem casos de pacientes que vivem muito mais do que isso”, comenta o oncologista.

Fonte: MSN/VIX

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