Ibovespa abre em queda com nova crise de Trump e sinaliza fim de rali de 6 altas; DIs sobem


O clima de pessimismo no exterior em meio às incertezas com relação aos Estados Unidos contamina o mercado brasileiro nesta quarta­feira (17), com os investidores aproveitando o ambiente de menor apetite por riscos para embolsarem os lucros de seis pregões consecutivos de alta. Às 10h06 (horário de Brasília), o Ibovespa caía 0,55%, a 68.309 pontos. No radar dos investidores, destaque para o noticiário corporativo movimentado e a reforma da Previdência, em nível doméstico, e o aprofundamento da crise de Donald Trump nos Estados Unidos.

No mesmo horário, os contratos de juros futuros com vencimento em janeiro de 2018 recuavam 1 pontobase, a 8,96%, ao passo que os DIs com vencimento em janeiro de 2021 subiam 5 pontos­base, a 9,55%, em movimento de correção após o forte mergulho acumulado nas últimas sessões. Os contratos de dólar futuro com vencimento em junho deste ano acumulavam alta de 0,42%, sinalizando cotação de R$ 3,120.

Agenda de indicadores

Em destaque na agenda de indicadores, estão os dados do estoque de petróleo semanal nos EUA divulgados pela agência de energia às 11h30. Na Ásia, atenção para a prévia do PIB do Japão do primeiro trimestre às 20h50 e para os preços de propriedade da China em abril, às 22h30. Mais cedo, foram revelados os dados de inflação na zona do euro.

Os preços ao consumidor subiram 1,9% em abril na comparação com o ano anterior, de acordo com dados divulgados pela agência de estatísticas europeia Eurostat, o que confirma a projeção preliminar.

Na agenda do BC, Ilan Goldfajn participa do evento do FMI de Apresentação do REO (Regional Economic Outlook), no Edifício­ Sede do BC, em Brasília; à noite, participa do Coquetel do FMI e de jantar com Alejandro Werner, diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI. Nesta quarta, o BC oferta até 8.000 contratos de swap cambial para rolagem dos contratos de 1 de junho, 11h30 às 11h40, resultado a partir das 11h50. O BC divulga ainda fluxo cambial às 12h30.

Reforma da Previdência

O noticiário sobre a reforma da Previdência segue movimentado. As negociações avançam e líder prevê 330 votos em votação no fim de maio, mas algumas concessões feitas ou discutidas pelo governo são criticadas por membros da base, da oposição e da própria Fazenda. O governo está buscando medidas para compor um pacote de bondades que pretende apresentar após a aprovação da reforma da Previdência no Congresso.

Vale destacar ainda que, de acordo com fonte ouvida pela Bloomberg, a discussão iniciada no Planalto sobre ampliar a faixa de isenção na tabela do Imposto de Renda não está sendo bem recebida dentro do Ministério da Fazenda devido ao alto custo e difícil compensação. A Fazenda tem dúvidas se o Congresso irá aprovar uma tributação de dividendos, disse a pessoa. O Planalto não apresentou à equipe econômica, até o momento, outra fonte de compensação. Segundo afirmou Temer na segunda-­feira, aumentar a faixa de isenção IR seria útil, mas complicado.

Noticiário político

O noticiário político segue movimentado. Para a Agência Brasil, o advogado Fernando Martins confirmou que Eike Batista iniciou uma conversa com o Ministério Público Federal para uma delação para tentar reduzir punições da Justiça, mas essa não é uma decisão da defesa. “Essa questão é um meio de defesa, mas é puramente uma decisão do cliente e não me manifesto nem favorável nem contrário. O cliente é quem tem o entendimento sobre esta questão”, disse.

Já na noite de ontem, a Segunda Instância da Justiça Federal em Brasília derrubou a decisão que suspendeu, na semana passada, as atividades do Instituto Lula. Ainda sobre o ex­presidente Lula, os procuradores da Lava Jato apresentaram documentos que contradizem fala do petista ao juiz Sérgio Moro na semana passada. Ele disse que um presidente da República “não tem reunião específica com diretor” da Petrobras e citou duas exceções no seu governo. A Procuradoria, porém, anexou ao processo agendas que mostram ao menos 23 reuniões e viagens de Lula com diretores da estatal, destaca a Folha de S. Paulo.

Bolsas mundiais

A sessão é de aversão a riscos na maior parte dos mercados globais, em meio às incertezas com relação aos Estados Unidos. A crise política no governo Donald Trump se agrava após o jornal The New York Times informar que o presidente norte­americano pediu ao então diretor do FBI James Comey para encerrar uma investigação sobre as ligações entre o então conselheiro de segurança nacional da Casa Branca Michael Flynn e a Rússia.

Desta forma, os crescentes receios sobre a turbulência engolfando o presidente Trump pesam sobre o apetite por risco, impulsionando ativos considerados portos seguros e abatendo as ações e moedas de emergentes. Iene, libra e franco suíço lidera altas entre principais moedas.

Na Ásia, os mercados acionários da China encerraram sequência de quatro dias de alta e fecharam em queda nesta quarta­feira, com os investidores permanecendo cautelosos em meio a preocupações com regulações mais apertadas e com o crescimento econômico, apesar dos recentes comentários tranquilizadores dos reguladores. (Com Reuters, Bloomberg e Agência Estado)


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