Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher?

A violência Domestica vai muito além do que vemos na TV. entenda isso através de depoimentos de pessoas que o GH entrevistou e que passaram por variações dessa violência. Gerlaine Pessoa Leia o texto completo em www.gravatahoje.com.br


Em tempos de isolamento social, muitos casais estão finalmente se conhecendo e isso trás a tona o dilema da violência domestica, ao contrário do que a maioria das pessoas imaginam, essa situação não é algo exclusivo das mulheres, embora sejam a maioria em número e escala.

“Aos 11 anos de idade, eu tinha que separar brigas dos meus pais, eles se agrediam na minha frente, mas a violência física sempre começava da parte dela… Eu tinha medo dela, nunca foi respeito.”

Cintia 29 anos
(Estudante de enfermagem PE)

“Minha mãe me agredia por ciúmes do amante dela. Faz 1 ano que fugi de casa pra morar na rua. tenho que me prostituir pra poder comer. Mas prefiro isso do que voltar”

Daiane 17 anos
(Transexual Moradora de rua no Recife-PE)

“A ultima vez que ele bateu em mim, foi tão pesado que eu passei o dia sem me levantar de baixo da pia do quintal… Dizem que o sonho de todo oprimido é se tornar opressor… vai ver é tudo verdade, talvez eu sobrevivi com essa intenção.”

Maria do Carmo 43 anos
(Vendedora ambulante no Recife-PE)

Acima foram destacados trechos dos depoimentos de pessoas que foram vítimas de variações da violência doméstica, essas histórias incluem a violência sexual, física, moral, entre outras.

Diante de depoimentos de pessoas que passaram por verdadeiras situações de cativeiro e violência, fica difícil não sentir dor ao ver no fundo dos olhos uma lagrima pronta pra rolar. Crianças que presenciam brigas dos pais também estão sendo violentadas de maneira passiva. Pessoas sofrem com a violência domestica diariamente, algumas não sabem sequer pedir ajuda. No período de isolamento o número de casos tem aumentado significativamente e esse assunto parece ter morrido em 2020. Algo em comum com todas as vítimas respondendo a entrevista com um enorme e expressivo “NÃO” ao responder as seguintes questões:
Você se considera um adulto saudável?
Acha que isso é coincidência?

Mesmo com tanta modernidade e acesso, as vítimas ainda se calam, as vezes até por medo de prejudicar o próprio agressor. Em qualquer roda de conversa existe pelo menos uma pessoa que conhece alguma mulher que sofreu de violência domestica, denunciou e acabou retirando a queixa por medo. No caso de relacionamento abusivo isso é ainda mais constante. Adolescentes que se apaixonam por pessoas mais experientes são vítimas caladas por medo de repressão social, mas afinal, que país é esse onde a vítima sofre por ser agredida? Que cultura está por trás desse comportamento de calar? Esse texto é um convite para reflexão e a resposta para o tema fica por conta de você leitor.


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