O desgaste da categoria política brasileira é claramente notável em todas as esferas do país. Entre os vários fatores que contribuem para esse descrédito, além da corrupção, que vem em primeiro lugar, aparece também a falta de consistência na palavra de boa parte dos políticos.

Faltando pouco mais de um ano para as eleições municipais, lideranças políticas já começam a se posicionar contra ou favorável às gestões que estão em vigor no país. Em Gravatá, Agreste de Pernambuco, não tem sido diferente. É notável a turbulência que tem pairado sobre o município, politicamente falando, com ênfase ao período de 2013 até o presente momento.

 O prefeito Bruno Martiniano rompido com o vice, Rafael Prequé. Alguns dos antigos aliados de Bruno se tornaram grandes adversários. Deputados fulano e beltrano rompem com sicrano. Políticos buscando na Justiça a possibilidade de disputar a próxima eleição… Claro! Sabe-se bem que coisas dessa natureza sempre houve, e certamente, haverá por muito tempo na política brasileira, que também tem muita gente boa.

Em ano pré-eleitoral, esse cenário deve ser bem analisado pelo eleitorado. Há parcerias políticas que podem ser ingeridas facilmente. Mas em contrapartida, há algumas que sequer descem pela garganta do povo.  E é no período do ziguezagueado que surgirão os meros oportunistas, querendo apenas saber quem dá mais.

Não é fácil identificar esse tipo de “político”. Mas também não é nenhuma missão impossível. Basta começar a observar sua trajetória. Muitos deles, em determinados casos, são opositores ou vice-versa. De repente, como quem se converte de forma milagrosa, esquecem a ideologia que pregavam e passam a apoiar tudo o que condenavam. Atitude no mínimo suspeitável…

Mas ao povo, cabe o dever de permanecer de olhos bem abertos, como também, o direito de julgar nas urnas. E é ficando bem atento que se perceberá quem vai pagar pelo voto e quem vai pagar pela língua.

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