O Prefeito de Gravatá-PE, Bruno Coutinho Martiniano Lins, já se articula na tentativa de renovação do seu mandato. Eleito em 2012 com 26.641 votos, Bruno, que tem pela frente um ano e meio de gestão,  não esconde sua intenção em ser reeleito prefeito de Gravatá. 

Fora do PTB, Bruno pediu desfiliação do partido por não ter apoiado a candidatura de Armando Monteiro para Governador de Pernambuco, ano passado. O prefeito de Gravatá também enfrenta denúncias de enriquecimento ilícito, impetradas no MPPE e na Polícia Federal, pelos vereadores Luiz Prequé (PSB), Sonia Souza (PP), Junior de Obras (PPS), Leo do Ar (PSDB), Junior de Paulo (PRP) e Gustavo da Serraria (PV).
O  Tribunal de Contas do Estado também tem batido a porta da prefeitura de Gravatá. De acordo com uma publicação da jornalista Carolina Albuquerque, no Jornal do Commercio, em 18 de Fevereiro de 2015, durante os dois anos de mandato o TCE-PE já emitiu quatro denúncias contra a administração Martiniano.
Após as eleições de 2014 Bruno ficou sem o apoio dos deputados Waldemar Borges, estadual, e Sebastião Oliveira, Federal. Ambos apoiados por ele em 2014. Esse quadro de “pulverização” termina colocando Bruno numa situação desconfortável, tendo em vista, que outras lideranças municipais também romperam com o político.

A possibilidade assumida pelo líder do Governo na Assembleia Legislativa, Waldemar Borges, em disputar a prefeitura de Gravatá, também aparece como mais um desafio a ser vencido pelo atual gestor, na luta pela reeleição. Mas parece que isso não assusta Bruno. Pelo menos é o que o prefeito afirmou, durante entrevista ao blog da Folha. Quando questionado sobre a intensão de Waldemar, Bruno respondeu: “Ele é líder do Governo, tem outras atribuições. Mas se ele for não tenho medo”. 

 

 

Se tudo permanecer como está, para ser reeleito, além de enfrentar  Waldemar,  Bruno terá que vencer Júnior Darita (PTB), Rafael Prequé (PSB), Fernando Resende (PSB) e o ex-prefeito Joaquim Neto (PSDB), caso possa entrar na disputa pela prefeitura. Outros interessados ainda podem surgir.

 

 

Mas por outro lado, não será fácil tirar a prefeitura do comando de Bruno Martiniano, ainda mais, quando há uma certa fragmentação da oposição. A vereadora Dona Sônia (PP), integrante da bancada de oposição, chegou a afirmar, durante entrevista concedida ao radialista Jota Silva, no último Sábado (06), que Bruno sai na frente por estar com a “caneta” na mão. 

 

Ismael Alves

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