Na medida em que se aproximam as eleições municipais do próximo ano, o “tabuleiro” da política gravataense já começa a registrar novas posições de algumas “peças” desse jogo. Uns vão para lá, outros vêm para cá… Uns rompem com fulano, outros com beltrano e assim por diante… Mas, de fato, a campanha de 2016, em Gravatá, Agreste de Pernambuco, será totalmente diferente da última eleição municipal.
Em 2012 Bruno Martiniano, atual gestor de Gravatá, foi eleito pelo PTB com 26.641 votos ao lado de Rafael Prequé. Hoje, prefeito e vice são ferrenhos adversários políticos. Na ocasião, Joaquim Neto foi o principal adversário de Bruno, obtendo 18.505 votos, através do PSDB, na mesma chapa com Danilo Melo.
Bruno já deixou bem claro que irá tentar a reeleição. Sua missão será bastante árdua na busca pela renovação do seu mandato. Ao longo de dois anos e seis meses de gestão, o petebista sofreu uma grande debandada de integrantes de sua base. E se o cenário político gravataense permanecer como está até 2016, Bruno terá mais quatro concorrentes na briga pelo Poder Executivo. Um detalhe; Todos os novos pré-candidatos faziam parte de sua base.
Vejamos uma breve análise, começando pelo Policial Rodoviário Federal Edval Júnior (PTB), ou simplesmente “Darita”, como é popularmente chamado. O mesmo integrou a coordenação da campanha vitoriosa de Bruno, em 2012. Já com as relações políticas rompidas com Bruno, disputou as eleições de 2014 e mostrou que é uma forte liderança de Gravatá. Darita obteve 7.310 votos, como candidato ao cargo de Deputado Estadual.
O atual vice-prefeito de Gravatá, Rafael Prequé (PSB), também aproveitou o período eleitoral de 2014 para lançar seu nome nas ruas e fazer um “raio-x” de seu potencial nas urnas. Como candidato a Deputado Federal, Rafael Prequé conquistou 9.090 votos. A maior parte deles, em Gravatá.
Outro pré-candidato a prefeito é o vereador Fernando Resende (PSB). Hoje, na base de oposição, Resende já foi homem de confiança de Bruno Martiniano, chegando a assumir as secretarias municipais de Turismo e Governo. Fernando Resende está exercendo seu segundo mandato como vereador de Gravatá. Em 2012 foi reeleito com 1.288 votos.
Diante de um “coliseu” cheio de gladiadores, passa a fazer sentido o ditado popular pessimista que diz; “não existe nada tão ruim que não possa piorar”. Além do seu adversário histórico, Joaquim Neto, que tentará concorrer às próximas eleições até a última gota de possibilidade, Bruno Martiniano vê o surgimento de Waldemar Borges (PSB), que aparece “cuspindo fogo” e ao mesmo tempo, com sede na prefeitura de Gravatá.
Waldemar é o atual líder do Governo na Assembleia Legislativa. Homem diretamente ligado ao Governador Paulo Câmara, recentemente fez uma demonstração do seu poder de agregação, durante um evento em sua casa de campo, em Gravatá. Até pouco tempo atrás, visto com bons olhos por Bruno Martiniano. A relação entre os políticos foi rompida logo após as eleições de 2014.
 Uma coisa é certa; 2016 não será fácil pra ninguém. Waldemar Borges não está preocupado com o número de concorrentes e já mostrou que vai usar todas as ferramentas para conquistar seu objetivo, assim como os demais. Por outro lado, na opinião do blogueiro  Raminho Coiffeur, Bruno Martiniano não deve ser subestimado.
Ismael Alves
COMPARTILHAR
Artigo anteriorQuer mudar?
Próximo artigoCinquentinha

Comentários no Facebook