De volta aos microfones da Rádio Gravatá FM (92,3 MHz), durante entrevista  concedida ao radialista Jota Silva, na manhã de hoje, sem sitar nomes o prefeito de Gravatá Bruno Martiniano (PTB) bombardeou o  deputado Waldemar Borges (PSB) e o Secretário Estadual Sebastião Oliveira (PR). O petebista não poupou  os vereadores Léo Giestosa (PTC) e Fernando Resende (PSB), também ex-aliados. Foi tanto fogo aberto que sobrou até para o Gerente da Compesa, Ricardo Malta, por conta da falta de água em Gravatá.

O início da entrevista foi tranquilo. Bruno Martiniano começou expondo o trabalho que vem realizando à frente da prefeitura de Gravatá. Mas o tom da conversa se modificou na medida em que o gestor começou a falar a respeito das festas da cidade. A partir daí, responsabilizou Fernando Resende por uma séria de dívidas, incluindo uma de quase um milhão e meio de reais, referente ao São João 2014, que de acordo com o prefeito, teria sido deixada pelo ex-secretário.

Bruno ainda chegou a dizer que até hoje surgem novas dívidas, e que Resende teve uma gestão pontuada pela falta de organização. No ar, o prefeito questionou Resende sobre o paradeiro de verbas conquistadas para o São João 2014; “Chegaram as despesas, mas a receita não apareceu.”

Assumindo que irá para uma disputa pela reeleição em 2016, Bruno Martiniano direcionou suas investidas contra o Deputado Estadual Waldemar Borges (PSB), pretenso concorrente a Prefeitura de Gravatá. Sobre o rompimento com o deputado, para quem pediu voto em 2014, Bruno disse que foi abandonado pelo político. “Após o acidente que sofri, Waldemar não atendeu mais meus telefones.” Afirmou o prefeito.

Na “fila de fuzilamento” do prefeito, o Secretário Estadual Sebastião Oliveira (PR), também teve lugar garantido. Bruno afirmou  ter sido abandonado por Sebastião. Nas eleições passadas, Sebastião Oliveira foi o Deputado Federal apresentado por Bruno Martiniano, obtendo 2.633 votos em Gravatá. O estadual, Waldemar Borges, que teve várias frentes de apoio em Gravatá, incluindo Bruno Martiniano, conquistou 4.209 votos.

O final da entrevista foi “dedicado” ao gerente da Compesa, Ricardo Malta, classificado de mau gestor pelo prefeito Bruno Martiniano, na missão de distribuição dos recursos hídricos. Em tom firme e por tabela, deu mais uma cutucada em Waldemar: “O gerente da Compesa é protegido por um deputado que teve voto em Gravatá. Um deputado que não gosta de Gravatá.” Mais adiante, outra bofeteada em Waldemar: ” O deputado conseguiu uma viatura da polícia a mais para os finais de semana, mas a população de Gravatá está na cidade todo os dias.”

O perfil da entrevista surpreendeu todos que esperavam um bate-papo de calmaria, como nas demais vezes que Bruno concedeu entrevista ao radialista Jota Silva. Mas o prefeito quis rasgar o verbo e detonou seus adversários. Detalhe: A maioria das alfinetadas foram atribuídas para adversários que, até poucos meses atrás, faziam parte da base de Bruno Martiniano. Como essas pessoas que foram citadas pelo prefeito irão reagir? Resta aguardar o desfecho de mais um capítulo da política gravataense.

Ismael Alves

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