18mai2013---homem-fuma-cigarro-durante-marcha-a-favor-da-legalizacao-da-maconha-neste-sabado-18-em-santiago-no-chile-1368903316882_956x500

Maconheiro é louco pra dizer que maconha não vicia e nem faz mal.

1)Dependência

Os inquéritos mostram que 9% dos que experimentam se tornam dependentes.
Esse número chega a um em cada seis,no caso dos que começam a usa-la na adolescência.
Entre os que fazem uso diário,25% a 50% exibem sintomas de dependência.

Uma vez instalada a dependência,surgem crises de abstinência:irritabilidade,insônia,humor instável e ansiedade.

2)Alterações cerebrais

Da fase pré-natal aos 21 anos de idade,o cérebro está em um desenvolvimento ativo,guiado pelas experiências.
Nesse período,fica mais vulnerável aos insultos ambientais e à exposição a drogas como tetrahidrocanabinol(THC).

Adultos que se tornaram usuários na adolescência,apresentam menos conexões entre neurônios em áreas específicas
do cérebro que controlam funções como aprendizado e memória(hipocampo),atenção e percepção consciente(precúnio),
controle inibitório e tomada de decisões(lobo pré-frontal),hábitos e rotinas(redes subcorticais).

Essas alterações podem explicar as dificuldades de aprendizado e o QI mais baixo.

3)Porta de entrada

Qualquer droga psicoativa pode moldar o cérebro para respostas exacerbadas a outras drogas.
Nesse sentido,o THC não é mais nocivo do que o álcool e a nicotina.

4)Transtornos mentais

O uso regular aumenta o risco de crises de ansiedade,depressão e psicoses,em pessoas com vulnerabilidade genética.
Uso frequente,em doses elevadas,durante mais tempo,modificam o curso da esquizofrenia,e reduzem de seis a dois anos
o tempo para a ocorrência do primeiro surto.
O que os estudos não conseguem estabelecer é a causalidade: se a maconha provoca esses distúrbios ou se
os portadores usam a droga para aliviar suas angústias.

5)Performance escolar

Na fase de intoxicação aguda,o THC interfere com funções cognitivas críticas,efeito que se mantem por alguns dias.
O fato de a ação no sistema nervoso central persistir,mesmo depois da eliminação do THC,faz supor que o uso continuado,em doses elevadas,provoque deficiências cognitivas duradouras,que afetam a memória e a atenção.
Funções essenciais para o aprendizado.
Essas relações são muito mais complexas do que os estudos sugerem.
O uso de maconha é mais frequentes em situações sociais que interferem diretamente na escolaridade: pobreza,
desemprego,falta de estímulos culturais,insatisfação com a vida e desinteresse pela escola.

6)Acidentes

A exposição ao THC compromete as habilidades,dirigir,por exemplo. Há uma relação direta entre as concentrações de THC na corrente sanguínea e a probabilidade de acidentes no trânsito.

7)Câncer e doenças pulmonares

Embora a relação entre maconha e câncer pulmonar possa ser afastada,o risco é menor do que o associado ao fumo.
Por outro lado,fumar maconha com regularidade durante anos,provoca inflamação das vias aéreas,aumenta a resistência a passagem do ar pelos brônquios e diminui a elasticidade do tecido pulmonar,alterações associadas ao sistema pulmonar.
Não há demonstração de que o uso ocasional provoquem estes malefícios.

O uso frequente agride a parede interna das artérias e predispõe ao infarto do miocárdio,derrame cerebral e isquemias transitórias.

E sobre os efeitos benéficos da maconha?
Nenhuma palavra.

Lamento desaponta-lo,leitor aflito.
Diz o doutor Drauzio Varela.

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