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Por Ismael Alves

Vitória para a minoria da Câmara na luta pelos direitos humanos, a redução da maioridade penal foi rejeitada pelo plenário da Câmara dos Deputados. Após mais de quatro horas de discussão, cinco votos retiraram a PEC 171 do Legislativo. Contudo, a tentativa de reduzir para 16 a responsabilidade criminal pode ser recolocada em pauta, por manobra do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). 

Contrariando a vontade da maioria dos brasileiros, de acordo com pesquisa Datafolha, que mostra um percentual de  87% da população favorável à redução, a PEC 171 foi barrada na Câmara dos Deputados Federais na madrugada desta Quarta-feira. Teve muita gente que comemorou… Alguns que intitulam-se defensores dos “Direitos Humanos.”

Mas não teve só comemoração. Houve, inclusive, um “sarro” bem tirado da cara dos brasileiros que não compactuam com menores que pintam e bordam todos os dias, acobertados pela certeza da impunidade. O Deputado Federal Jean Wyllys do PSOL, e ativista gay do movimento LGBT, fez questão de mostrar o que pensa sobre as pessoas que concordam com a redução da maioridade.

Através de seu perfil, no facebook, o parlamentar publicou uma foto, na qual aparece com mais dois deputados que votaram contra a redução. Na legenda, a seguinte mensagem: “Vencemos! A maioridade penal não foi reduzida! Fascistas, racistas, homofóbicos,não passarão! ‪#‎ReduçãoNãoÉASolução‬ ‪#‎VotoContra171‬ ‪#‎VouBarrarARedução‬.”

Como ficou bem claro, para Wyllys, quem se posiciona a favor da redução da maioridade penal não passa de facista, homofóbico, racista…. Infelizmente esse é mais um que faz parte da banda “bem podre” da política brasileira.

Na contra-mão de Jean, o Deputado Jair Bolsonaro usou seu perfil no facebook para afirmar que os 148 deputados que votaram contra a redução da maioridade, colocaram-se ao lado dos menores estupradores, homicidas e traficantes. Bolsonaro ainda foi mais além e afirmou que há benefícios por trás de tudo isso. De acordo com o texto publicado pelo Deputado Federal, há partidos que se beneficiam  financeiramente com a existência dos menores infratores:

Só em 2014, com entidades sem fins lucrativos, entre elas ONGs que defendem esses marginais, o Brasil gastou R$ 8.297.592.323,00. A previsão para o corrente ano é de R$ 8.866.230.179,00.  PT, PCdoB e PSOL foram unânimes contra a PEC e muitos deputados apadrinham essas ONGs. Quanto mais menores vagabundos, mais essas entidades faturam. 

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