Com os avanços tecnológicos, muitos serviços e produtos
deixaram de existir ou passaram a ocupar uma fatia pequena do mercado.
Com isso, várias empresas fecharam as portas, mas algumas hencontraram
caminhos para se reinventar. Um exemplo de empresa que inovou e
sobreviveu graças à diversificação de produtos e serviços
oferecidos foi a Xerox.

Há 75 anos, Chester Carlson inventava a Xerografia, que lançou a Xerox.
Seu surgimento permitia a cópia de fotos e textos em papel e,na época,
foi uma revolução na forma como as informações eram compartilhadas.
A marca forte que virou sinônimo de fazer cópias, enfrentou uma grave crise
nos anos de 1990, com a popularização do mundo digital.
Se antes as copiadoras de papel eram fundamentais, com o surgimento da internet
elas passaram a ficar obsoletas e foram facilmente substituídas. Entretanto,
a empresa buscou uma maneira de sobreviver a este cenário.

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Mesmo no auge da crise, a empresa continuou investindo em pesquisa
e a solução encontrada foi diversificar os negócios, sempre segundo
os conceitos de Carlson. A ideia de compartilhar informações e facilitar
a forma como o trabalho é feito, se mantem viva como filosofia da Xerox,
que hoje atua no segmento de tecnologia da informação, processos de negócios e
gestão de documentos, atuando inclusive nos setores de saúde e de educação.
Além disso, desenvolve novos produtos, como impressoras.
Por mais que a Xerox tenha se reinventado, seus valores continuaram alinhados
com tudo o que a empresa havia feito nos anos anteriores.

Para mim,inovar é criar soluções aparentemente desconexas. Se
a Xerox continuasse fazendo somente “xerox”, teria morrido.
Hoje ela só está no mercado porque se reinventou, mudou de estratégia
e passou a oferecer novos produtos e serviços. Esse caso nos mostra a
importância de uma empresa se manter atenta às evoluções, ser adepta
de novas tecnologias, acompanhar as demandas do mercado e de permanecer
fiel aos seus valores.

É o que diz Bel Pesce, fundadora da escola FazINOVA e autora dos livros
“A menina do vale” e “Procura-se super-heróis”.
Também é uma apaixonada por culturas empresariais.

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