Um total de 219 empresas do Agreste de Pernambuco estão sendo fiscalizadas pela Secretaria da Fazenda do estado (Sefaz-PE) de R$ 9 milhões em possíveis débitos aos cofres públicos provenientes de ICMS, IPVA, parcelamento, autuação e multa, entre outros. Segundo divulgou nesta sexta-feira (14) a assessoria de comunicação da secretaria, o objetivo da “Operação Cidades”, iniciada nesta semana, é realizar a cobrança em alvos que estão recolhendo menos impostos e mantêm o mesmo faturamento.

A equipe da Sefaz-PE, constituída por 65 auditores, começou a fiscalização nos estabelecimentos dos municípios de Caruaru, Bezerros, Gravatá, Bonito, Cupira, Panelas, Pesqueira, Belo Jardim, Barra de Guabiraba, Tacaimbó e Jataúba. Também há outras 39 empresas “configuradas como nocivas, que serão fiscalizados posteriormente”, segundo informações da assessoria de imprensa. As punições, como autuação e interdição, serão também realizadas posteriormente.

Acreditamos que recuperaremos, de imediato, de 30% a 40% dos R$ 9 milhões. Estamos utilizando uma nova metodologia de análise e definição de alvos, a data mining (mineração de dados). Ela identificou que o Agreste Central é a primeira região que devemos intervir, pois apresenta uma grande quantidade de empresas que passaram a recolher menos impostos, apesar de manterem o mesmo desempenho no faturamento”, afirmou o secretário da Fazenda, Márcio Stefanni Monteiro.

De acordo com o diretor de Operações Estratégicas, Anderson Alencar, a ideia é fazer, no mínimo, mais três operações até o final do ano. “Após fiscalizarmos o Agreste Central, seguiremos para o Setentrional, onde ficaremos até o final de agosto. Mas vamos levar esse modelo para as demais regiões do estado até o final de 2015”, declarou.

 

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